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Uma visão geral sobre o IFRS – International Financial Reporting Standards

Prólogo

Mais que regras contábeis, as normas contábeis IAS/IFRS constituem uma filosofia de método contábil das organizações. Assim, a aplicação dessas normas ocasiona alterações de menor ou maior grau nos processos empresariais.

O objetivo final dessas normas é harmonizar as demonstrações financeiras consolidadas publicadas pelas empresas, materializando um padrão mundial para aperfeiçoar a comparação e análise de demonstrações financeiras em um ambiente integrado de fluxos de capitais e investimentos.

Atualmente numerosos países tem projetos oficiais de convergência das normas contábeis locais para as normas IFRS, inclusive o Brasil, vide lei 11.638/07.

Optamos por não estudar detalhadamente as normas aqui, mas sim oferecer uma visão geral do ambiente para que consultores e clientes tenham uma idéia dos desafios e necessidades a seguir.

 

Histórico: IASC, IASB, IFRS, IAS…

Os padrões que são atualmente chamdados de IFRSs são também conhecidos pelo antigo nome de IAS (International Accounting Standards). Essas regras e suas respectivas normas de interpretação SIC (Standing Interpretations Committee) foram geradas até o ano de 2001 pelo conselho do IASC (International Accounting Standards Committee).

Em 2001, o IASC foi substituído pelo IASB (International Accounting Standards Board), tendo recebido do IASC a responsabillidade de gerar os padrões internacionais de contabilidade. Em seu primeiro encontro, a nova organização adotou as normas IAS e as interpretações SIC existentes, passando a desenvolver novos padrões chamando-os IFRS (International Financial Reporting Standards).

As normas IFRS podem inovar, estender ou alterar a eficácia dos padrões IAS.

Dessa forma, temos:

Quadro Explicativo
  Emitido antes de 2001 Emitido após 2001
Padrão Contábil International Accountins Standards (IAS) International Financial Reporting Standards (IFRS)
Interpretação Oficial Standing Interpretations Committee (SIC) International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC)

 

Estrutura Conceitual: “Framework”

A estrutura conceitual de preparação e apresentação das demonstrações financeiras internacionais é detalhada no “framework” (”Framework for the preparation and presentation of Financial Statements”). Essa estrutura não é uma norma internacional de contabilidade, mas uma descrição dos conceitos básicos que devem ser respeitados na preparação e apresentação das demonstrações financeiras internacionais.

Entre outros, o “Framework” define Ativos, Passivos, Patrimônio Líquido; despesas, receitas, seus respectivos reconhecimentos e métodos de avaliação do capital.

Em caso de conflito entre qualquer norma internacional e o “framework”, prevalecem as exigências da norma internacional.

 

As Normas:

  • IAS 1: Demonstrações Financeiras
  • IAS 2: Estoques
  • IAS 7: Fluxo de Caixa
  • IAS 8: Políticas, Alteração em Estimativas Contábeis e Erros
  • IAS 10: Eventos pós-balanço
  • IAS 11: Contratos de Construção
  • IAS 12: Imposto sobre a Renda
  • IAS 14: Demonstrações por Segmento
  • IAS 16: Ativos Fixos, Edificações e Equipamentos
  • IAS 17: Leasing
  • IAS 18: Receitas
  • IAS 19: Benefícios aos Empregados
  • IAS 20: Contabilidade para concessões Governamentais e divulgação de Assistência Governamental
  • IAS 21: Efeitos Cambiais
  • IAS 23: Custos de Empréstimos
  • IAS 24: Divulgação de Partes Relacionadas
  • IAS 26: Contabilidade e Demonstrações relacionadas com planos de aposentadoria
  • IAS 27: Demonstrações Financeiras consolidadas
  • IAS 28: investimentos em Coligadas/Associadas
  • IAS 29: Economias Inflacionárias
  • IAS 31: Participação em empreendimentos conjuntos
  • IAS 32: Apresentação de demonstrações financeiras
  • IAS 33: Lucro por ação
  • IAS 34: Relatórios Financeiros intermediários
  • IAS 36: “impairment” do ativo fixo
  • IAS 37: Provisões, passivos, ativos contingentes
  • IAS 38: Ativo Intangível
  • IAS 39: Reconhecimento e mensuração para os demonstratives financeiros
  • IAS 40: Propriedades para investimento
  • IAS 41: Ativos Biológicos 
  • IFRS 1: Primeira adoção do IFRS
  • IFRS 2: Pagamento em ações
  • IFRS 3: Combinações de negócios
  • IFRS 4: Seguro
  • IFRS 5: Ativos em operações descontinuadas
  • IFRS 6: Exploração de recursos minerais
  • IFRS 7: Divulgação de instrumentos financeiros
  • IFRS 8: Segmentos operacionais
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Um pouco mais sobre Ulisses T. Buffon

Ulisses T. Buffon é administrador de empresas graduado pela Universidade Mackenzie e pós-graduado em Gestão de Negócios Integrados pela UFRJ, tendo iniciado a atividade como consultor do componente SAP-FI em 2005. Nesse período participou de projetos de implantação SAP no Brasil e em países da América Latina.

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